Em visita à Nápoles, papa Francisco condena corrupção e pede paz.

O papa Francisco cumpriu agenda com vários compromissos durante visita pastoral à Nápoles, no dia 21. Em sua chegada a Pompeia, foi recebido pelo arcebispo local, cardeal Crescenzio Sepe. No discurso, Francisco condenou com firmeza a corrupção e a máfia.

No Santuário de Pompeia, o pontífice rezou diante da imagem de Nossa Senhora do Rosário, recitando uma pequena súplica, extraída da histórica oração, composta por São Bartolo Longo, em 1875.

“Mãe e modelo da Igreja, tu és nossa guia e sustento seguro. Tu nos tornas um só coração e uma só alma, povo forte a caminho para a pátria do céu. Nós te apresentamos as nossas misérias, os tantos caminhos do ódio e do sangue, as antigas e novas pobrezas, sobretudo os nossos pecados. A ti confiamos, Mãe de Misericórdia! Obtém-nos o perdão de Deus! Ajuda-nos a construir um mundo, segundo o teu coração”, rezou o papa.

Ao lado de fora da Basílica, o papa falou a multidão de fiéis que o aguardava para saudá-lo, antes de seguir para Nápoles. “Muito obrigado, muito obrigado por esta calorosa acolhida. Todos rezamos a Nossa Senhora para que nos abençoe, a nós todos, a vocês, a mim, ao mundo inteiro. Precisamos que Nossa Senhora nos proteja em tantas coisas. Rezem por mim, não se esqueçam”, agradeceu o papa Francisco.

Cuidar da vida

No período da manhã, o papa encontrou-se com a população local e representantes de setores sociais na praça João Paulo II. Em seguida, celebrou missa na praça Plebiscito. O papa visitou, ainda, o presídio “Giuseppe Salvia” em Poggioreale e almoçou com um grupo de detentos. Á tarde, teve encontro com o clero, religiosos e diáconos permanentes na catedral, para veneração das Relíquias de São Gennaro. O papa também abençoou os doentes na Basílica de Jesus Novo.

O último compromisso do papa Francisco em Nápoles foi encontro com os jovens. Na ocasião, encorajou-os a seguirem adiante com esperança e sempre junto com os idosos, pois estes são a sabedoria de um povo.

“Um povo que não cuida dos idosos e dos jovens não tem futuro”, disse o papa. Ao responder a perguntas dos jovens, pediu que tenham mais esperança no futuro, cuidado com os idosos e amor a família. Disse ser possível plantar sementes de esperança em meio a dificuldades que se vive hoje, e indicou o caminho: “A crença no Deus que é o Deus das palavras, dos gestos e do silêncio. Existem alguns silêncios de Deus que não têm explicação se você não buscar a resposta no Crucifixo”, afirmou o papa.

Ao final, durante cerimônia de despedida de Nápoles, foi questionado por uma senhora de 95 anos sobre realidade de abandono dos idosos pela sociedade. Francisco lembrou que “descartável” é um termo-chave na sociedade atual, acostumada a se desfazer do que não tem utilidade.

“O afeto é o remédio mais importante para o idoso”, disse Francisco, lembrando que todos precisam de afeto. Ele também convidou os filhos que têm pais idosos a fazerem um exame de consciência e a estarem cientes de que vão colher aquilo que semearem.

Com informações e fotos do News.va
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