Pe. João Evangelista faz reflexão do EVANGELO DOMINICAL ao Portal IGREJA NA MÍDIA.



A vida venceu a morte.

Neste domingo de Páscoa somos envolvidos pela ressureição de Cristo. Que é a passagem da morte para à nova criação acerca da vida em plenitude, que adquire dinamismo e esperança em nossa caminhada.

O Evangelho apresenta os sinais da ressurreição para iluminar os discípulos que buscam encontrar sentido para a comunidade dispersa pelo medo e insegurança. O Ressuscitado suscita a certeza da manifestação de Deus para transformar a nossa realidade dispersa como a comunidade dos discípulos depois da morte de Jesus. 

Notemos que no primeiro dia da semana, Maria Madalena visitou o túmulo de madrugada, ainda estava escuro. Quando chegou viu que a pedra estava removida e não consegue fazer a relação do túmulo vazio com a ressurreição. Esse primeiro dia faz alusão à criação no livro do Gênese, para nos situar diante de uma nova criação: a ressurreição. Ela foi o ato supremo do Criador. 

Em Maria Madalena percebemos a desorientação da comunidade que ainda sofre com a morte de Jesus. Imaginemos a coragem dessa mulher movida pelo amor que a conduz ao sepulcro. Ela representa os que buscam esperança, sem saber como será possível. Não podemos perder a confiança diante das incertezas do nosso tempo: “vivemos em um mundo negativamente globalizado, o que torna os efeitos das ações fora do controle e não calculáveis. Neste cenário, a irregularidade e a anormalidade tornam-se a regra” (Bauman). 
 
Pode-se verificar que Maria Madalena ficou assustada sem saber o que tinha acontecido. E saiu correndo encontrar Simão Pedro e o discípulo que Jesus amava. E disse para eles: “tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o colocaram”. Os dois discípulos saem correndo depressa ao sepulcro, o discípulo amado de Jesus que esteve com ele na cruz, chega primeiro e “inclinando-se, viu os panos de linho no chão, mas não entrou”. Ele percebe que há sinais de vida, mas ainda não alcança a plena compreensão do que aconteceu. Pedro apenas examinou onde estavam o lençol e demais panos que envolvia o corpo de Jesus. O discípulo amado ultrapassou a compreensão do sepulcro vazio: Ele viu e acreditou! 

            Pois o amor faz reconhecer nos sinais de ausência a presença transformadora de Cristo ressuscitado, que nos renova na esperança de superar os desafios da anormalidade do nosso tempo. Que vivamos a experiência do Ressuscitado. Sem Páscoa não há vida!
Feliz Páscoa!
Texto: Pe. João Evangelista
Colunista da Portal Igreja na Mídia
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