Pe. Edinilson Santos Missionário Palotino escreve ao Portal Igreja na Mídia sobre a Vocação Sacerdotal.

A vocação sacerdotal não é um grande merecimento dos homens, mas antes de tudo, é graça de Deus.


“Eis que coloco minhas palavras
em teus lábios!” (Jr 1,9)


Bendito seja Deus pelas maravilhas que opera na vida da humanidade, mesmo sabendo de sua inclinação para o mal, de sua tendência à infidelidade e de suas contradições constantes, bendito seja Deus que não nos olha pelas desgraças que podemos provocar no mundo, mas prefere nos valorizar pelas maravilhas que revolucionam os corações e transformam em céu uma terra vazia.
Bendito seja Deus que não querendo nos salvar sem nós criou em Cristo e por Cristo, os sacramentos da vida, que continuam nos dando força e esperança de dias melhores e de eternidade em amor. Bendito seja Deus pelas nossas famílias e por dela escolher homens limitados para preencher de sua graça e mesmo conhecendo suas fraquezas, o fazer instrumento de edificação do Reino.


A vocação sacerdotal não é um grande merecimento dos homens, mas antes de tudo é graça de Deus na vida deles, presente precioso em vasos que não merecem Deus que não quer edificar o reino sozinho, continua escolhendo essas frágeis ferramentas, para manifestar o seu imenso poder, que não estar em mandar, mas em servir no amor e para o amor.  “Antes que te formasse no ventre, te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei, e às nações te dei por profeta” (Jr1,5).


A vocação sacerdotal é uma resposta livre do homem, que não tendo outra coisa a fazer vendo a maravilha de Deus que lhe escolhe, decide por livre e espontânea vontade atender o chamado e segui-lo na radicalidade evangélica própria da vocação, e toma consciência que é preciso sair de sua casa, terras, pátria, para que desse modo possa ele se santificar e santificar os seus pelo sagrado mistério da Eucaristia. “é escolhido entre os homens e constituído a favor dos homens como mediador nas coisas que dizem respeito a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados” (Hb 5,1).


A vocação sacerdotal encontra sua força na oração e no amor da comunidade, na alegria e na obediência do seu povo, em resposta a sua missão e testemunho. Não existe ser padre sem o povo, por mais que o sacerdote não seja do povo, mas da Igreja e de Cristo, onde estar o povo, ali deve estar o sacerdote, servindo naquilo que compete a Deus.

O sacerdote tem a missão de em nome da Igreja, tirar o povo da orfandade, administrando o Batismo, alimenta-los com o Pão do Céu, pela graça Eucarística, de lhe confiar dons em defesa da fé e da Igreja pela graça do Crisma, de assistir e abençoar a sagrada união de corpos e de  amor, pelo Matrimonio, de confirmar outros no serviço do altar com a sagrada Ordem, de curar corações e purificar as almas pela graça da Penitência, de curar no corpo as enfermidades e elevar ao Céu almas puras pela Santa Unção e de no fim dessa caminhada temporal, entregar pelas Exéquias, seus filhos a terra, para que brote na eternidade onde Deus nos Espera.


A vocação sacerdotal é a beleza de Deus para o mundo, pois enquanto houver padre na terra, haverá Jesus nos altares e o céu continuara beijando a terra.


Deus abençoe os sacerdotes, por meio deles abençoes seu povo, que a alegria desse povo seja a presença e o testemunho de seus sacerdotes e que os santos sacerdotes sejam felizes pela alegria, obediência e busca de santidade do povo de Deus a ele confiado.


Pe. Edinilson Santos, SAC
(Missionário Palotino)
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