Estou com depressão. O que fazer?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão será a doença mais comum do mundo em 2030! Por isso, a importância de se falar sobre ela.
Depressão é um termo que vem do latim de (baixar) e premere (pressionar), que literalmente significa "pressão baixa" ou “apertar firmemente para baixo”. Este termo é utilizado na Psicologia para designar um transtorno ou distúrbio de humor, caraterizado por uma tristeza profunda, sentimentos de desesperança e baixa autoestima. Este transtorno geralmente se manifesta por meio de um conjunto de sintomas, entre eles: humor deprimido na maior parte do tempo, diminuição do interesse e da experiência de prazer em diversas atividades, insônia ou hipersonia quase todos os dias, fadiga e perda de energia, capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, etc.

A depressão também nos coloca numa situação de estarmos presos mentalmente, e buscamos a solidão e o isolamento da família e dos amigos. Há uma relação estreita entre o transtorno de ansiedade e a depressão, pois muitas vezes, o quadro de ansiedade excessiva chega a um estado ansioso depressivo. Diante deste transtorno da depressão, é muito importante buscar ajuda, especialmente de um psiquiatra e um psicoterapeuta.
Uma das principais características das pessoas em depressão é a condição de vítima. Estar nesta condição provavelmente nem é culpa da própria pessoa, pois seus mecanismos de defesa estão alterados por questões biológicas, psicológicas e até espirituais, uma vez que a depressão é uma doença que modifica muita coisa. A pessoa acometida por esta doença começa a apresentar sintomas como desânimo, tristeza, pensamentos negativos, vontade de morrer, isolamento e falta de energia para atividades simples. Isto interfere nas respostas a situações de estresse, no convívio com as pessoas, na rotina de uma vida saudável.

O tratamento deste transtorno não tem que ser necessariamente por meio de medicamentos, pois, hoje em dia, há um abuso na utilização de diazepínicos, os chamados “tranquilizantes” ou ansiolíticos, que podem até vir a deteriorar a sua saúde física e mental. Pode-se buscar, também, técnicas de meditação, como a muito difundida mindfulness, ou exercícios físicos, já que estes, ao produzir neurotransmissores, ajudam na prevenção da depressão.

É necessária a busca de uma síntese, pois pensamos que somente o remédio não trará uma solução; uma síntese que considere a medicação como importante em alguns casos, mas que utilize do tratamento psicoterapêutico aliado a outras técnicas (meditação, relaxamento, atividades físicas), que é extremamente importante para o sucesso do tratamento.

Por último, é sempre importante lembrar que as pessoas que sofrem estes transtornos são uma unidade bio-psico-espiritual. Uma recomendação é que elas mesmas olhem para si como um ser integral e não com uma visão desfigurada ou negativa de si, do mundo e dos outros. Às pessoas que passam por alguma depressão, eu desejo que sempre tenham uma visão integral e holística delas mesmas. Então, uma recomendação seria que elas, ao se verem como um ser integral, lutem com a ajuda necessária. Isto é preferível a ficar na condição de vítimas, vivenciando uma visão desfigurada, incompleta ou negativa de si mesmas, dos demais e do entorno, levando à estagnação ou à busca de caminhos incertos.

Lembremos, principalmente, que a fé nos leva a confiar em Deus, mas também não esqueçamos que Ele também confia em cada um de nós, pois temos uma missão para cumprir neste mundo.

Dante Ricardo C. AragónSodalício de Vida Cristã
Mestre em Psicologia
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