Pe. Edinilson Santos Missionário Palotino escreve ao Portal Igreja na Mídia sobre a LITURGIA E SEUS TEMPOS.

A LITURGIA E SEUS TEMPOS


Pe. Edinilson Santos, SAC

A palavra "liturgia" significa originalmente "obra pública", "serviço da parte do povo e em favor do povo". Na tradição cristã, ela quer significar que o povo de Deus toma parte na "obra de Deus". Pela liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua em sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção. A LITURGIA É, AO MESMO TEMPO, OBRA DE DEUS E OBRA HUMANA.
A palavra "liturgia" no Novo Testamento é empregada para designar não somente a celebração do culto divino, mas também o anúncio do Evangelho e a caridade em ato. Em todas essas situações, trata-se do serviço de Deus e dos homens. Além de ser obra de Cristo, a liturgia é também uma ação de sua Igreja. Ela realiza e manifesta a Igreja como sinal visível da comunhão entre Deus e os homens por meio de Cristo. Empenha os fiéis na vida nova da comunidade. Implica uma participação "consciente, ativa e frutuosa" de todos.

"A liturgia é o ápice para o qual tende a ação da Igreja, e ao mesmo tempo é a fonte donde emana toda a sua força“ (SC 10). Ela é, portanto, o lugar privilegiado da catequese do povo de Deus. "A catequese está intrinsecamente ligada a toda ação litúrgica e sacramental, pois é nos sacramentos, e, sobretudo na Eucaristia, que Cristo Jesus age em plenitude para a transformação dos homens" (João Paulo II).

O ano litúrgico divide-se em três tempos, sendo eles: ano A, ano B, ano C. Durante esses anos, nos é apresentado as reflexões evangélicas próprias e por eles nos orientamos durante os anos. A: Mateus, B: Marcos e C: Lucas. Dentro desses períodos, nós temos então o tempo do Advento, que é quatros semana em preparação para o Natal do Senhor. Tempo da Quaresma, que é a preparação para a Páscoa do Senhor. Tempo Comum, que é o caminhar com Jesus pelo caminho da vida, testemunhando seus milagres, ouvindo sua pregação e embriagando-se de seu testemunho, esse  ano termina com a grande Solenidade de Cristo Rei do Universo.

Nesse período, quatro cores nos acompanham. Branco - Simboliza a vitória, a paz, a alma pura, a alegria. Usa-se: na Quinta-feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, em todo o Tempo Pascal, no Natal, no Tempo do Natal, nas festas dos santos (quando não mártires) e nas festas do Senhor (exceto as da Paixão). É a cor predominante da ressurreição. Vermelho - Simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usado: no Domingo de Ramos e da Paixão, na Sexta-Feira da Paixão, no Domingo de Pentecostes, nas festas dos apóstolos, dos santos mártires e dos evangelistas. Verde - É a cor da esperança. Usa-se no Tempo Comum (quando no TC se celebra uma festa do Senhor ou dos santos, usa-se então a cor da festa).  Roxo - Simboliza a penitência. Usa-se no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode-se também usar nos ofícios e missas pelos fiéis defuntos.

Viver a liturgia que fala por si e fala de Deus, é entra no mistério do Senhor, encontrar o sentido da vida e dar passos para viver a salvação e a eterna Ceia na plenitude da graça e do Reino, onde a própria Trindade nos espera.

Pe. Edinilson Santos, SAC
(Missionário Palotino)
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