Diocese de Coroatá: Decreto com orientações sobre abertura gradual da Igreja Católica.

DIOCESE DE COROATÁ
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Orientações para a vivência da ação pastoral, na Diocese de Coroatá neste tempo de pandemia IV.

Caros presbíteros, diáconos permanentes, religiosos e religiosas e todo o povo de Deus da Diocese de Coroatá.

Conscientes da realidade da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), depois de mais de três meses do primeiro decreto diocesano, publicado no dia 20 de março, notamos que, aos poucos, ansiamos em retomar as celebrações litúrgicas e as atividades eclesiais. Antes de tomar qualquer decisão é preciso assumir com responsabilidade o compromisso de proteger a vida: “Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10). Assim não permitiremos em nenhum momento que nossos encontros, celebrações e gestos litúrgicos sejam ocasiões de contaminação das pessoas, especialmente dos fiéis que fazem parte do grupo de risco.

Tendo presente a Portaria nº 038, de 10 de junho de 2020, do governo do Estado do Maranhão, sobre o Protocolo de funcionamento das organizações religiosas, sentimos a necessidade de planejar uma abertura gradual, responsável e segura, seguindo as exigências sanitárias para esta situação. São decisões que requerem uma preparação nossa, das comunidades, do ambiente e um bom planejamento para garantir atitudes de cuidado com a vida.

Não sabemos até quando irá perdurar esta pandemia em nosso meio. Por isso, é preciso que nós, como Igreja, possamos ser um espaço educativo para o nosso povo, orientando como se comportar, nos lugares públicos, que por necessidade, deve-se frequentar no cotidiano.

Levando em consideração a consulta aos bispos do Maranhão, o clero da Diocese, as contribuições do Conselho Presbiteral, e diversos membros do povo de Deus, propomos as seguintes as orientações:

1- Para o templo - espaço celebrativo.

• Antes de qualquer celebração, o ambiente deverá ser devidamente higienizado e todas as superfícies de contato, atendendo as recomendações sanitárias;
• Sejam afixados em lugares visíveis cartazes de orientação quanto às normas de higienização e de distanciamento social;
• O espaço celebrativo deverá ser ocupado, no máximo de 30% de sua capacidade, mantendo-o aberto e bem ventilado, evitando-se o uso de ar condicionado, caso tenha.
• O ambiente deverá ter indicador de sinalização onde os fiéis deverão ficar para participar da celebração.
• Favorecer álcool em gel 70% aos fiéis à porta da Igreja, para higienização das mãos ao entrarem e saírem. Para este serviço, recomenda-se a Pastoral da Acolhida ou uma equipe de voluntários que deverá estar nas entradas do ambiente celebrativo. Fica a critério de cada paróquia organizar a melhor forma de oferecer a higiene de seus fiéis;
• Manter o distanciamento de dois (02) metros no espaço celebrativo, inclusive no momento da comunhão.
• Quando forem capelas pequenas, ou a situação permitir, a celebração seja feita ao ar livre, com distanciamento das pessoas.

2- Para a participação dos fiéis - cuidemo-nos uns dos outros.

• Pessoas que pertencem ao grupo de risco: idosos acima de 60 anos, diabéticos, hipertensos, gestantes, pessoas com doenças renais crônicas, pneumonias, cardiopatias, fragilidade imunológica e quadro sintomático (gripal e Covid-19), devem permanecer em casa; Caso sintam o desejo de participar da Santa Missa, é aconselhável vir durante a semana, que tem menor número de participantes.
• Não provocar aglomeração e respeitar o distanciamento de 2 metros entre as pessoas, com exceção de pessoas da mesma família ou que convivem na mesma casa;
• É obrigatório o uso de máscara para todos os participantes das celebrações litúrgicas, e qualquer encontro eclesial, observando sua correta utilização na proteção facial, a qual só deverá ser retirada no momento da comunhão eucarística;
• O momento de colocar as ofertas poderá ocorrer durante o ofertório, ou logo após, a oração pós-comunhão.
• Deve-se entregar a eucaristia na mão, em espécie única e em silêncio.
• Evitar qualquer tipo de contato pessoal, como saudação e abraço de paz.
• O folheto da liturgia o Domingo, após a celebração o participante deve levar para casa.

3- Para os ministros - O cuidador que se preocupa com o cuidado dos outros.

• Somente o presidente beija o altar no início e no final da celebração. Eventuais concelebrantes e o diácono farão apenas uma inclinação.
• Além do presidente, a celebração deverá acontecer com um número adequado de ministros da comunhão eucarística, acólitos/coroinhas, conforme o espaço do presbitério, respeitando a regra de distanciamento.
• Os vasos sagrados: o cálice e a patena deverão ficar cobertos com a pala, destampando-se no momento da consagração; as ambulas devem ser mantidas tampadas.
• O diálogo individual da Comunhão (“Corpo de Cristo”. – “Amém”), dizer uma só vez no altar por quem preside e distribuir a comunhão em silêncio.
• Quem preside e eventuais concelebrantes, diáconos comungam no cálice por intinção.
• Os ministros que distribuirão a comunhão usarão máscara e higienização das mãos antes da distribuição.
• Na distribuição da comunhão, caso o sacerdote presidente da celebração seja mais idoso ou pertencer a algum grupo de risco, deverá ser substituído por um diácono ou ministro da eucaristia.
• A duração das celebrações e encontros não ultrapasse uma hora.
• Que haja intervalo de uma celebração para outra, permitindo a higienização do local.

4- Para a pastoral litúrgica/equipe celebrativa.

• Antes de iniciar a celebração faça-se devidamente a higienização das mãos.
• Recomenda-se que haja um número adequado de pessoas nos cantos, respeitando as regras de distanciamento.
• Que seja feita a higienização dos instrumentos ou objetos usados na liturgia, e o não compartilhamento dos microfones. Manter o cuidado com missal e o lecionário.
• Continuar transmitindo as celebrações pelas redes sociais e meios de comunicação disponíveis.

5- Para a Celebração dos Sacramentos.

• A preparação do sacramento do batismo deverá acontecer em um lugar arejado e ventilado com a presença, no máximo de 25 pessoas. Deve-se buscar uma forma de envolver mais as famílias na preparação dos pais e padrinhos.
• A partir do mês de agosto, poderão ser celebrados os batizados. Em cada celebração, deverá ter no máximo cinco (05) batizandos. No rito de acolhida, o ministro faz o sinal da cruz diante da criança sem o contato físico; Poderão tocar no batizando os pais, mas não os padrinhos, a não ser que morem na mesma casa.
• Durante a unção pré-batismal e do Óleo do Crisma, o ministro usará a fórmula prevista no Ritual, ungindo a pessoa, utilizando um pouco de algodão individual, embebido, para cada batizando, com o devido cuidado para não tocar no mesmo. Antes e depois da unção, o ministro deverá fazer a higienização das mãos.
• A água utilizada no batismo de uma pessoa não pode ser reutilizada para as outras seguintes.
• Evitar ritos que exijam contatos pessoais com as crianças, além destes acima citados.
• As celebrações do sacramento da confirmação estão suspensas, até outra decisão.
• Realizar o sacramento do matrimônio, em situações estritamente necessárias.
• Manter no sacramento da reconciliação o distanciamento entre confessor e penitente, que usarão máscaras.
• Tomar os devidos cuidados na realização do sacramento da unção dos enfermos, com a higienização das mãos e uso de máscara pelo ministro e o enfermo.
• A celebração das exéquias sempre com o uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento.

6- Para as atividades pastorais.

• É indispensável que o Conselho Pastoral Paroquial, o C.P.P e o Conselho Paroquial de Assuntos Econômicos, CAEP sejam ouvidos, (pode ser virtualmente), para avaliar a situação concreta do município em relação a pandemia, quais medidas devem ser tomadas, respeitando as orientações diocesanas e das autoridades sanitárias e envolvidos na preparação da comunidade para esta etapa.
• Não será permitida a realização de procissões ou atividades semelhantes durante este período;
• Reuniões, formação, encontros presenciais com as comunidades, pastorais, grupos, movimentos e serviços continuarão restritos com a participação mínima de pessoas, observando as normas das autoridades sanitárias e o que está disposto neste documento. Sugere-se não ultrapassar o número de doze pessoas, quando o local permitir adequadamente.
• A catequese com crianças e adolescentes só poderá acontecer de acordo com o decreto das autoridades, permitindo o retorno às aulas presenciais.
• Criar e apoiar cada vez mais a Pastoral da comunicação, Pascom, para que ofereça a oportunidade para o povo participar das orações, celebrações eucarísticas e na formação permanente das lideranças;
• Nas celebrações realizadas no interior, sejam de preferência fora das capelas, com a participação dos membros da comunidade local, evitando chamar pessoas de fora e realizar almoço comunitário. Estas decisões entrarão em vigor, a partir do dia 16 de julho, festa de Nossa Senhora do Carmo, podendo ser mudadas, conforme a necessidade o exigir, visando sempre o bem maior do povo de Deus.

Coroatá, 16 de julho de 2020, festa de Nossa Senhora do Carmo.

Dom Sebastião Bandeira Coêlho
Bispo Diocesano
Pe. José Flávio de Lira
Chanceler
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